Nos últimos cinco meses, a Finep liberou cerca de 1,2 bilhão para projetos de ciência, tecnologia e inovação de ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia) e empresas de todo o País. Desse montante, aproximadamente R$ 210 milhões são em recursos não reembolsáveis, R$ 964 milhões em crédito, e R$ 10 milhões em subvenção econômica.

Situado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Parque Tecnológico do Rio, por exemplo, recebeu cerca de R$ 1,4 milhão. Um dos objetivos é utilizar os recursos para atrair pequenas e médias empresas para o local. Ainda no Sudeste, o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), que foi contemplado com R$ 1 milhão, utilizará o dinheiro na expansão do ambiente científico e tecnológico. Entre as universidades, a Unicamp vai aproveitar os recursos (R$ 1,5 milhão) para fortalecer a implantação do seu parque tecnológico por meio da Agência de Inovação da universidade (Inova Unicamp). Já Universidade de São Paulo (USP) investirá R$ 1,4 milhão em seu plano plurianual de infraestrutura em pesquisa. Entre as empresas, a paulista Recepta Biopharma recebeu R$ 487 mil e aplicará a verba na pesquisa de peptídeo (união de moléculas) para tratamento de câncer.

No Sul, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu repasse de R$ 1,3 milhão, que será investido na consolidação da estrutura de pesquisa da instituição, aumentando a capacidade de análises dos laboratórios, a capacitação de alunos e profissionais e as notas dos programas de pós-graduação em rankings acadêmicos. Já os recursos destinados à PUC (R$ 2 milhões) serão aplicados no Centro de Inovação, Criatividade e Networking, e no Centro Tecnológico Audiovisual, ambos do TECNOPUC (parque científico e tecnológico da universidade). A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que recebeu R$ 545 mil, utilizará o dinheiro na aquisição de equipamentos para a expansão da infraestrutura de pesquisa em saúde.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai aplicar a verba (R$ 1 milhão) em projeto institucional para implantação de infraestrutura de pesquisa na universidade e melhorias em geral. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) utilizará os recursos (R$ 1,7 milhão) na aquisição de equipamentos multiusuários para o Complexo de Centrais de Apoio à Pesquisa (COMCAP), utilizados por professores e alunos.

No Norte e Nordeste, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Parque Tecnológico Porto Digital receberam cada um repasse de R$ 1 milhão. A Federal aplicará esse valor na consolidação e ampliação da infraestrutura da pesquisa e pós-graduação. Já o Núcleo de Gestão do parque vai usar a verba na expansão do Porto Digital e na ampliação da oferta de serviços qualificados para melhoria da competitividade das empresas do parque. A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que recebeu a mesma quantia, investirá na aquisição de equipamentos de caráter multiusuário, tanto nacionais quanto importados. Utilizados principalmente por professores e alunos, os aparelhos serão voltados para áreas que tenham uma interface nos departamentos de pesquisa e pós-graduação, como: ciências agrárias, agronomia, zootecnia, ciência do solo, medicina veterinária, química, farmacologia, odontologia, educação física e engenharia elétrica.

A Universidade Federal do Piauí conta agora com aproximadamente R$ 900 mil para ajudar na implantação, reestruturação e ampliação da infraestrutura de pesquisa e pós-graduação. A Universidade Federal de Sergipe (UFS) recebeu repasse de R$ 1,4 milhão e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), da Bahia, R$ 1,25 mi. A verba será investida na construção do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Equipamentos, com o objetivo de ampliar e consolidar a produção de conhecimento e formação de mestres e doutores no Sul da Bahia. No Ceará, a Fundação Edson Queiroz (Universidade Federal de Fortaleza) recebeu repasse de R$ 2,2 milhões e vai fortalecer a produção de conhecimento nos programas de pós-graduação. O projeto visa ampliar e implantar unidades de pesquisa multiusuárias a serem utilizadas pelos pesquisadores da Fundação, gerando melhores condições de trabalho com a modernização de equipamentos.

No Centro-Oeste, a Universidade Federal de Goiás (UFG), usará R$ 1 milhão para a implantação do Parque Tecnológico Samambaia, situado no campus da universidade. A verba será investida na implantação do Parque. Em 2013, foi inaugurado o Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI), uma unidade de apoio à pesquisa de caráter multi-institucional e multiusuária, a primeira etapa de implantação do Parque Tecnológico da UFG. A Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) recebeu a mesma quantia que será utilizada na ampliação da infraestrutura de pesquisa e pós-graduação da universidade.

Topo